- Recorde histórico: Brasil lidera vendas e importações de carros elétricos.
- Infraestrutura cresce: Eletropostos triplicam, facilitando a adoção dos elétricos.
- Economia e sustentabilidade: Elétricos reduzem custos e impactam menos o meio ambiente.
O mercado de carros elétricos no Brasil alcançou um novo patamar em 2024. As importações cresceram 107,7%, totalizando US$ 1,6 bilhão, enquanto as vendas internas aumentaram 89%, com 177.538 unidades comercializadas. Os dados são da Comex Stat e da ABVE.
O crescimento se deve a mais opções no mercado, novos fabricantes e preços mais competitivos. O especialista Rogério Marin destaca que o avanço dos eletropostos e a queda na desconfiança do consumidor também favoreceram esse movimento.
Mesmo com o aumento do Imposto de Importação, os carros elétricos representaram 40% dos veículos importados. O Brasil atraiu montadoras chinesas como BYD, GWM, Zeekr e Denza, que ampliaram a oferta e tornaram os modelos mais acessíveis.
Carros elétricos: aumento da infraestrutura reduz incertezas
A expansão da rede de recarga triplicou a quantidade de eletropostos em 2024, superando 12 mil unidades, conforme a ABVE. Isso permitiu que mais brasileiros confiassem na viabilidade dos elétricos para longas distâncias.
Desse modo, algumas montadoras também estão apostando em veículos híbridos plug-in, combinando baterias e motores a combustão, oferecendo uma alternativa intermediária para os consumidores.
Assim, a sustentabilidade e a economia no abastecimento estão entre os principais fatores que impulsionam a adesão aos carros elétricos. A redução de custos de manutenção, aliada às vantagens econômicas da recarga elétrica, favorece a escolha pelo modelo eletrificado.
Em 2024, São Paulo liderou as vendas, com 56.819 emplacamentos, seguido por Brasília, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. Com o avanço da tecnologia e a queda no preço das baterias, especialistas preveem que os elétricos serão mais baratos que os combustíveis antes de 2030.
“A migração para os elétricos será irreversível quando o custo de aquisição for menor que o dos motores a combustão”, conclui Rogério Marin.