Pesquisadores do Max Planck Institute for Solar System Research, do U.S. National Science Foundation National Solar Observatory e do High Altitude Observatory identificaram redemoinhos de plasma na superfície do Sol com estruturas de cerca de 20 quilômetros. A observação foi feita com o Daniel K. Inouye Solar Telescope, em combinação com simulações, e permitiu visualizar detalhes solares em uma escala que antes não era acessível.
O trabalho, publicado na Nature sob o DOI 10.1038/s41586-026-10871-3, descreve instabilidades de Kelvin-Helmholtz associadas a esses movimentos do plasma. Esse tipo de instabilidade ocorre quando camadas de fluido ou plasma se deslocam em velocidades diferentes, formando padrões de rotação que podem influenciar a dinâmica local da atmosfera solar.
Segundo os dados apresentados no estudo, os vórtices podem ter papel no transporte e na liberação de energia magnética do Sol. A pesquisa aponta que essas estruturas ajudam a investigar como campos magnéticos se reorganizam na superfície solar e podem contribuir para processos energéticos de pequena escala, sem estabelecer sozinhas uma explicação completa para todos os fenômenos observados na estrela.


