- Filme usou iPhone como câmera principal em cenas de ação.
- Direção optou por mobilidade e leveza nas gravações.
- Diretor usou até 20 iPhones simultâneos em sequências chave.
O diretor Danny Boyle surpreendeu o público ao revelar que filmou boa parte de Extermínio: A Evolução usando iPhones. A sequência do clássico pós-apocalíptico chega aos cinemas décadas depois do filme original e aposta em tecnologia de consumo para capturar cenas intensas e realistas.
Boyle contou à revista Wired que a decisão de usar o smartphone aconteceu por uma questão prática e estética. Ele destacou que a equipe usou um equipamento que comporta até 20 iPhones Pro Max ao mesmo tempo, criando um efeito que ele descreve como “basicamente um bullet time de um homem pobre”, ideal para as sequências de ação.
Filme apostou na leveza dos iPhones para cenas no campo
Além das tomadas com múltiplas câmeras, o diretor confirmou que o iPhone serviu como câmera principal na maior parte das filmagens. Boyle explicou que, no entanto, para alcançar o resultado desejado, a equipe precisou desativar funções como foco automático e adaptar acessórios profissionais ao aparelho.
Filmar com iPhones nos permitiu nos deslocar sem grandes quantidades de equipamento.
O cineasta destacou que essa mobilidade permitiu gravar em locais isolados. A equipe filmou grande parte das cenas na região da Nortúmbria, na Inglaterra, uma área que, segundo ele, “se parece com o que teria sido 1.000 anos atrás”
Boyle afirmou que o uso do smartphone ajudou a equipe a “se mover rapidamente e manter os cenários livres de marcas humanas”, o que reforçou o tom apocalíptico do filme.
O diretor já tem uma relação antiga com a Apple, já que também dirigiu “Steve Jobs”, filme biográfico sobre o cofundador da empresa. Portanto, a escolha do iPhone para gravar Extermínio: A Evolução não chega a ser uma completa surpresa.
Essa decisão segue uma tendência crescente na indústria cinematográfica, que cada vez mais explora tecnologia acessível para democratizar produções e criar estéticas únicas. Boyle se junta a outros cineastas renomados que já usaram smartphones como ferramenta principal em longas-metragens. Ou, até mesmo, em situações como o Var na Premier League.
