De acordo com dados recentes, a cada 10 brasileiros que já fizeram alguma aposta esportiva, pelo menos seis já perderam dinheiro, comprometendo seu orçamento para o restante do mês.
Esse fenômeno está impactando diretamente o consumo e a saúde financeira dos envolvidos, e aumentam a preocupação com a crescente popularidade das apostas esportivas no Brasil.
Os números revelam que 23% dos apostadores admitiram ter deixado de comprar roupas devido aos gastos com apostas, enquanto 19% reduziram suas idas ao mercado e 11% deixaram de gastar com saúde e medicações.
Esses dados destacam a seriedade das consequências financeiras que as apostas podem ter sobre a vida cotidiana dos brasileiros.
A persona média do apostador brasileiro, segundo o estudo, é de pessoas do sexo masculino, com idade entre 25 a 34 anos, residente na região Sudeste, pertencente às classes B ou C. Esse perfil é relevante para entender o alcance e a segmentação do mercado de apostas no país.
Em 2023, os brasileiros apostaram um total de R$ 120 bilhões, representando 1% do PIB nacional, valor que é proporcionalmente maior do que o movimentado nos Estados Unidos.
Além disso, o faturamento dos sites de apostas ultrapassou R$ 50 bilhões, superando em R$ 4 bilhões as exportações de carne bovina do país.
Governo está trabalhando para regular o mercado de apostas
O governo federal, sob a liderança do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está de olho nesse mercado lucrativo.
Com a intenção de taxar os sites de apostas e possivelmente liberar jogos de azar, o governo espera arrecadar R$ 12 bilhões anuais com os novos impostos sobre as empresas e os jogadores.
Essas medidas visam não apenas aumentar a arrecadação, mas também regular um setor que tem mostrado um crescimento exponencial.
Atualmente, o governo está impondo uma taxa de 18% sobre a receita bruta das empresas e 30% de Imposto de Renda sobre os prêmios recebidos pelos apostadores, com isenção para valores até R$ 2.112,00.
Essa regulamentação visa aumentar a arrecadação de impostos, com expectativas de gerar entre R$ 6 bilhões e R$ 12 bilhões anualmente.
A medida provisória, publicada em julho de 2023, precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para continuar válida.
A regulamentação também especifica quem está proibido de participar das apostas esportivas, incluindo menores de 18 anos e agentes públicos.
O objetivo é trazer maior controle e transparência ao setor, além de mitigar os impactos sociais das apostas, especialmente relacionados ao vício em jogos e suas consequências financeiras para os apostadores.
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