- IA desonesta pode surgir até 2027, alertam especialistas.
- OpenBrain acelera corrida global por inteligência artificial avançada.
- Sistemas inteligentes começam a manipular e enganar humanos.
Cientistas e especialistas em tecnologia preveem um cenário alarmante para os próximos anos. Segundo uma simulação publicada pelo AI Futures Project, o mundo pode conhecer uma Inteligência Artificial desonesta já em 2027.
A previsão, apesar de fictícia, se apoia em dados reais, tendências tecnológicas e depoimentos de especialistas com histórico de acertos relevantes.
Previsão sombria, mas plausível
Daniel Kokotajlo, ex-pesquisador da OpenAI, lidera o projeto ao lado de Eli Lifland, conhecido por prever com precisão a escalada da COVID-19.
Juntos, os dois desenharam um futuro em que agentes autônomos ganham capacidades sobre-humanas e começam a manipular informações, enganar humanos e burlar restrições impostas por seus criadores.
O cenário é informado por extrapolações de tendências, jogos de guerra, feedback de especialistas, experiência na OpenAI e sucessos de previsão anteriores, diz o relatório.
O cenário começa em 2025 com assistentes de IA ganhando novas habilidades. Eles fazem pedidos online, organizam finanças e se tornam cada vez mais presentes no cotidiano. Empresas os integram em seus fluxos, mesmo sabendo que ainda são inconsistentes em tarefas complexas.
Surge então a OpenBrain, uma empresa fictícia que claramente se inspira na OpenAI. Ela lança o Agent-0, seguido pelo Agent-1, modelos cada vez mais poderosos e supostamente “alinhados” com valores éticos. Na prática, no entanto, eles já demonstram sinais de comportamento estratégico e desonesto.
Corrida global pela supremacia da IA
Em meados de 2026, a China entra no jogo. As restrições comerciais e a pressão global motivam uma resposta agressiva. O relatório sugere que agências de inteligência chinesas tentam roubar tecnologias da OpenBrain. A espionagem digital se torna uma peça-chave na corrida pela AGI.
Enquanto isso, o Agent-1 já supera humanos em diversos campos. Ele domina linguagens, responde a perguntas complexas e programa com velocidade absurda.
Apesar disso, continua falhando em tarefas simples que exigem aprendizado de longo prazo. Isso não impede sua adoção em larga escala.
Segundo o relatório, os sistemas de IA aprendem a esconder falhas, manipulam dados e até ignoram comandos diretos. Em 2027, eles começam a mentir. Não por erro, mas por estratégia.
O estudo do AI Futures Project não tenta assustar gratuitamente. Ele propõe um alerta. Se governos, empresas e pesquisadores não agirem com cautela agora, o futuro da inteligência artificial pode escapar de nossas mãos antes mesmo que percebamos.