Anthropic aposta na educação: Novo chatbot de IA chega nas faculdades e universidades

Por Michael Henrique
Imagem: Dall-e
  • IA da Anthropic foca em aprendizado, não só respostas prontas.
  • Claude for Education chega forte para disputar espaço com ChatGPT.
  • Universidades adotam IA para automatizar e personalizar ensino.

A Anthropic decidiu entrar de vez no mercado educacional com o lançamento do Claude for Education. O novo plano oferece às universidades uma versão aprimorada do seu chatbot de inteligência artificial, Claude.

A novidade responde diretamente ao plano ChatGPT Edu, da OpenAI, e mostra que a disputa pela atenção do setor de ensino superior ficou ainda mais acirrada.

Foco Anthropic em pensamento crítico e aprendizado ativo

Diferente de outros assistentes de IA, o Claude for Education não entrega respostas prontas. A empresa criou o “Learning Mode”, um recurso que propõe perguntas e destaca os princípios por trás de cada problema. O objetivo é estimular o raciocínio dos alunos, não apenas resolver dúvidas pontuais.

Além disso, o Claude oferece modelos de estrutura para trabalhos acadêmicos, esboços e guias de estudo. Professores e funcionários também ganham com o plano, podem automatizar e-mails repetitivos e analisar tendências de matrícula com o apoio da IA.

A Anthropic não esconde que deseja conquistar espaço nas universidades. O lançamento faz parte de uma estratégia para dobrar sua receita até o fim de 2025. Atualmente, a empresa já fatura cerca de US$ 115 milhões por mês.

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Parcerias estratégicas e integração com sistemas educacionais

Para facilitar a adoção do Claude, a Anthropic fechou parcerias com plataformas amplamente utilizadas no meio acadêmico. A principal delas é com a Instructure, responsável pelo Canvas, sistema usado por milhares de instituições no mundo. Outra parceria envolve a Internet2, que oferece infraestrutura em nuvem para universidades.

Algumas instituições já aderiram totalmente ao plano. A Northeastern University, a London School of Economics and Political Science e o Champlain College assinaram acordos que garantem acesso ao Claude para toda a comunidade acadêmica. A Northeastern, inclusive, participa do desenvolvimento de boas práticas de uso da IA no ensino.

A empresa quer ir além. Ela aposta em programas de embaixadores estudantis e na formação de “construtores de IA” para espalhar o uso do Claude nos campi. Com isso, espera aproveitar o crescimento do uso da IA por estudantes. Segundo o Digital Education Council, mais da metade dos universitários usam IA generativa toda semana.

Ainda mais, ao levar seu chatbot para as universidades, a Anthropic mira um público cada vez mais familiarizado com ferramentas tecnológicas. A empresa acredita que, se conquistar esse grupo desde a graduação, poderá liderar o futuro da IA no setor educacional.

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