Um estudo com 101 empresas aponta que muitas iniciativas apresentadas como agentes de IA ainda funcionam, na prática, como wrappers de chatbot. O levantamento indica que parte do mercado adota a nomenclatura de agentes mesmo sem colocar em produção sistemas com maior autonomia e capacidade de orquestração, o que expõe uma distância entre o discurso sobre a tecnologia e sua implementação real nas empresas.
Segundo os dados reunidos, o principal entrave não está necessariamente na falta de plataformas, mas na dificuldade de levar esses agentes para ambientes de produção. O cenário sugere que as organizações ainda enfrentam obstáculos para estruturar fluxos de trabalho, integrar ferramentas e garantir que esses sistemas operem de forma confiável em processos corporativos mais amplos.
O estudo também mostra que as empresas buscam modelos de controle híbrido para reduzir dependência de fornecedores e administrar melhor os gastos com tokens. Essa combinação de preocupações com lock-in e custos reforça que a adoção de agentes de IA, além do apelo comercial, ainda depende de decisões práticas sobre governança, operação e viabilidade econômica.


