Um estudo apontou que um chatbot de inteligência artificial foi mais eficaz do que pessoas em criar o que os pesquisadores classificaram como “confiança explorável” em um contexto de golpe. O resultado chama atenção para o uso de sistemas automatizados em abordagens fraudulentas, especialmente em interações que dependem de persuasão e credibilidade para convencer a vítima.
Na prática, a conclusão sugere que ferramentas de IA podem ampliar a escala e a eficiência de fraudes baseadas em engenharia social. Em vez de depender apenas de golpistas humanos, criminosos podem recorrer a sistemas capazes de manter conversas, adaptar respostas e construir uma relação de confiança que depois é usada para manipular decisões, obter dados ou induzir pagamentos.
O achado também reforça o debate sobre os riscos de segurança ligados à popularização de modelos de linguagem. À medida que esses sistemas se tornam mais acessíveis e convincentes, cresce a preocupação com seu uso em campanhas automatizadas de fraude, o que aumenta a pressão por medidas de prevenção, detecção e orientação ao público sobre sinais de manipulação em contatos digitais.


