A entrada de “Rubberz”, faixa atribuída a Fenix Flexin, no Billboard Hot 100 levantou suspeitas sobre o uso relevante de inteligência artificial em sua produção. O caso chamou atenção porque envolve uma música que alcançou uma das principais paradas do mercado e passou a ser discutida não apenas pelo desempenho comercial, mas também pela dúvida sobre sua origem criativa. Até aqui, o ponto central é a suspeita em torno do nível de participação da IA na obra.
A repercussão do episódio amplia uma discussão que já vinha ganhando espaço na indústria musical: como identificar quando uma faixa foi gerada ou fortemente assistida por ferramentas de IA. Em um cenário em que esses sistemas avançam com rapidez, a detecção técnica nem sempre é simples, o que dificulta diferenciar criação humana, apoio tecnológico e geração automatizada. Isso também pressiona artistas, plataformas e empresas a lidarem com critérios mais claros sobre o processo de produção.
O caso de “Rubberz” também recoloca em evidência os limites de transparência e de atribuição de créditos em músicas feitas com apoio de inteligência artificial. Quando não há clareza sobre o papel da tecnologia em uma faixa, crescem os questionamentos sobre autoria, responsabilidade e informação ao público. A presença de uma música sob suspeita em uma parada de grande visibilidade reforça a tendência de que o debate sobre regras e divulgação desse tipo de uso deve ganhar mais espaço no setor.


