Declarações de Edward “Bud” Cole, CEO da Fender, voltaram a circular e reacenderam o debate sobre inteligência artificial e música. Em entrevista publicada em maio pela T3, o executivo afirmou que a IA faz parte da música há tanto tempo quanto a própria música gravada e comparou o aprendizado por meio de versões de canções conhecidas a uma forma de “IA analógica”.
Segundo os trechos reproduzidos da entrevista, Cole disse que uma das barreiras para tocar guitarra é o tempo necessário para aprender o instrumento, enquanto a composição aparece como uma segunda dificuldade. Nesse contexto, ele afirmou que músicos sem domínio para criar repertório próprio muitas vezes recorrem a canções de artistas que admiram, citando nomes como R.E.M., U2, The Smiths e The Cure para explicar sua comparação.
A repercussão ganhou força nas redes e entre fãs de guitarra, em meio a um momento de desgaste para a Fender. O retorno dessas falas ampliou críticas já dirigidas à empresa e colocou novamente em discussão os limites entre influência artística, aprendizado musical e uso de ferramentas de IA na criação de músicas.


