O Google afirmou que corrigiu 1.072 falhas de segurança nas duas versões mais recentes do Chrome, lançadas em junho, com apoio de ferramentas internas de inteligência artificial. De acordo com a empresa, esse volume supera o total de 1.036 correções registradas nas 23 versões anteriores do navegador, distribuídas ao longo dos últimos dois anos. O dado foi apresentado pelo Google como um marco no uso de IA aplicada à segurança de software.
A empresa atribui o avanço ao uso de modelos de linguagem de grande porte, que passaram a acelerar a identificação e a correção de vulnerabilidades. Segundo o Google, a adoção desses sistemas mudou a escala do trabalho de busca por falhas e permitiu antecipar ajustes antes que problemas fossem explorados. Nesse contexto, a companhia citou o uso do Gemini como parte do esforço para tornar o Chrome mais seguro a cada atualização.
Os números divulgados indicam uma mudança relevante na rotina de segurança do navegador, já que o ritmo recente de correções ficou acima do observado nas dezenas de versões anteriores. Para o Google, o resultado reforça a ideia de que ferramentas de IA tendem a ganhar espaço tanto na descoberta quanto na mitigação de vulnerabilidades. O efeito prático, segundo a empresa, é um ciclo mais rápido de resposta a falhas e de reforço das proteções do Chrome.


