Hank Green afirmou em declaração pública que o próprio uso de inteligência artificial se tornou “não saudável”, ao comentar sua relação com modelos de linguagem de grande porte, os chamados LLMs. O criador também pediu desculpas e disse que o nível de dopamina obtido nessas interações não faz bem para ele, numa fala que rapidamente recolocou em discussão os limites do uso cotidiano de chatbots.
A manifestação chama atenção porque desloca o debate sobre IA para um plano mais pessoal, ligado ao hábito e à forma como essas ferramentas passam a ocupar espaço na rotina de quem as utiliza com frequência. Ao tratar o tema em primeira pessoa, Green associou o problema menos a uma função específica da tecnologia e mais ao efeito que esse tipo de interação pode produzir em quem recorre repetidamente aos sistemas.
A fala também reacende a discussão sobre dependência, recompensa imediata e uso compulsivo de produtos baseados em IA, num momento em que os chatbots ganham espaço em tarefas de trabalho, estudo e entretenimento. Sem avançar além do que foi declarado publicamente, o episódio amplia a atenção sobre como usuários percebem os efeitos dessas ferramentas no comportamento e no uso diário da tecnologia.


