A Hugging Face informou que sofreu uma invasão conduzida de ponta a ponta por um sistema autônomo de agentes de IA, que comprometeu um conjunto limitado de bases internas e várias credenciais usadas por seus serviços. Em divulgação oficial do incidente, a empresa afirmou que ainda apura se houve exposição de dados de parceiros ou clientes, mas disse não ter encontrado evidências de adulteração de modelos, datasets ou Spaces públicos. A companhia também declarou que sua cadeia de suprimentos de software, incluindo imagens de contêiner e pacotes publicados, foi verificada como limpa.
Segundo a empresa, os atacantes executaram milhares de ações em sandboxes de curta duração e usaram uma estrutura de comando e controle com migração entre serviços públicos. A Hugging Face afirmou que não conseguiu identificar qual modelo foi usado pelos invasores, mas avaliou que o caso corresponde ao cenário de ataque com agentes autônomos que o setor já vinha projetando. O episódio, de acordo com a companhia, mostra que esse tipo de operação automatizada já deixou de ser apenas uma ameaça teórica.
A empresa também relatou que tentou iniciar a análise forense com modelos comerciais de ponta, mas esbarrou nos guardrails desses sistemas, que bloquearam o envio de comandos reais de ataque, cargas de exploração e artefatos de comando e controle necessários para a investigação. Diante disso, a equipe de segurança usou o GLM 5.2, modelo open-weight da chinesa Z.ai, em sua própria infraestrutura. Segundo a Hugging Face, essa escolha permitiu avançar na análise sem que dados do atacante ou credenciais citadas durante a apuração deixassem seu ambiente.


