Novo gerador de imagem do ChatGPT agora cria recibos falsos

Por Michael Henrique
Imagem: Dall-e
  • Incrivelmente realista — mas abre espaço para fraudes preocupantes.
  • IA agora cria recibos falsos com detalhes impressionantes.
  • Ferramenta poderosa que desafia os limites da criatividade e ética.

O ChatGPT agora vai além do texto. Neste mês, a OpenAI lançou o modelo GPT-4o, que inclui um gerador de imagens muito mais avançado.

O grande destaque está na capacidade de escrever dentro das imagens com uma precisão surpreendente  e que já começa a gerar preocupações reais.

IA gera recibos falsos com aparência real

Usuários começaram a usar o novo recurso para criar recibos falsos que imitam estabelecimentos reais. Além disso, um dos exemplos mais compartilhados vem de Deedy Das, investidor e criador de conteúdo, que publicou no X um recibo falso de uma churrascaria de São Francisco.

O documento, gerado com auxílio do ChatGPT, simula um gasto típico em um restaurante, com formatação, logotipo e até valores consistentes. Outros usuários também testaram a ferramenta e conseguiram gerar recibos com manchas de comida e aparência amassada, aumentando o realismo.

Apesar do impacto visual, algumas falhas denunciam a falsificação. Além disso, um dos recibos apresenta vírgula no lugar de ponto no total, e os cálculos não batem, limitações comuns em modelos de IA.

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Potencial para fraude preocupa especialistas

A facilidade para gerar esse tipo de imagem levanta sinais de alerta. Especialistas temem que fraudadores usem a ferramenta para obter reembolsos falsos, prejudicando empresas e organizações.

A OpenAI afirma que todas as imagens geradas trazem metadados identificando sua origem. Além disso, a porta-voz da empresa, Taya Christianson, declarou que a companhia toma medidas quando usuários violam as regras de uso.

Christianson explicou que a empresa busca oferecer liberdade criativa aos usuários. Segundo ela, ferramentas como o ChatGPT podem ser utilizadas para gerar recibos falsos que servem a fins legítimos, como educação financeira, arte ou anúncios de produtos.

Mesmo com essas intenções, a tecnologia já está nas mãos do público. E, como ocorre com tantas inovações, o risco não está na ferramenta, mas em quem decide como usá-la.

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