Odyssey apresenta Explorer, ferramenta de IA que transforma texto e imagens em mundos 3D

Por Luciano Rodrigues
Imagem: Dall-E

A startup Odyssey revelou o Explorer, uma ferramenta de inteligência artificial capaz de converter texto ou imagens em renderizações 3D interativas.

Com essa tecnologia, que promete gerar cenários com um nível elevado de realismo, a empresa pretende transformar o processo criativo em setores como cinema, videogames e design.

Por meio de comandos simples, como “um jardim japonês com folhagem densa e verde”, a ferramenta cria ambientes que podem ser explorados e modificados.

A Odyssey destaca que a qualidade dessas cenas resulta da combinação entre inteligência artificial e dados capturados com um sistema próprio de câmeras de 360 graus, que documenta paisagens do mundo real.

Os cenários gerados podem ser importados para softwares populares como Unreal Engine, Blender e Adobe After Effects, oferecendo flexibilidade para ajustes manuais.

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Essa integração é possível graças ao uso de splats gaussianos, uma técnica consolidada na computação gráfica que facilita a criação de cenas realistas em diversas plataformas.

A Odyssey já iniciou colaborações com estúdios de produção, incluindo o Garden Studios no Reino Unido, e busca atrair mais artistas e desenvolvedores interessados na ferramenta.

A inscrição para acessar o Explorer está disponível no site da empresa.

Odyssey forca em parceria com criativos

Embora o Explorer já demonstre potencial, a Odyssey reconhece suas limitações atuais.

A geração de cada cena leva cerca de 10 minutos, e os resultados ainda podem conter artefatos visuais ou problemas de resolução.

Apesar disso, a startup acredita que a tecnologia irá evoluir rapidamente, ampliando sua aplicabilidade.

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Além disso, a Odyssey enfatiza que sua proposta não visa substituir profissionais criativos, mas sim fornecer ferramentas para expandir as possibilidades de suas produções.

Como prova desse compromisso, Ed Catmull, cofundador da Pixar e ex-presidente do Walt Disney Animation Studios, ingressou no conselho da empresa e também investiu no projeto.

A empresa declarou que:

Aspiramos a mundos que se construam sozinhos, que pareçam indistinguíveis da realidade, onde novas histórias nascem e são remixadas, onde a inteligência humana e a da máquina interagem por diversão ou propósito. Se tudo o que finalmente conseguirmos forem filmes ou jogos incrementalmente melhores, teremos ficado aquém.

Desde sua fundação, a startup já levantou R$ 165,8 milhões (US$ 27 milhões) em investimentos de fundos como EQT Ventures, GV e Air Street Capital.

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Jornalista, assessor de comunicação, escritor e comunicador, com MBA em jornalismo digital e 12 anos de experiência, tendo passado também por alguns veículos no setor tech.
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