A Oracle orientou contribuidores do OpenJDK a não enviar código nem outros materiais gerados por inteligência artificial ao projeto de código aberto que mantém como principal implementação do Java. Segundo a empresa, a restrição vale para conteúdo produzido total ou parcialmente por grandes modelos de linguagem, modelos de difusão e sistemas semelhantes, abrangendo não só código-fonte, mas também textos, imagens, pull requests, mensagens de e-mail, páginas de wiki e registros no sistema de bugs.
A companhia informou que prepara uma política mais ampla sobre IA generativa, mas já definiu regras provisórias para a comunidade. Entre os motivos citados estão o aumento da carga de revisão, além de riscos ligados à segurança, à confiabilidade e à propriedade intelectual. A Oracle afirmou que o OpenJDK sustenta sistemas críticos usados por organizações no mundo todo e que código aparentemente correto, mas incorreto na prática, pode comprometer essas exigências.
Ao mesmo tempo, a empresa disse que desenvolvedores ainda podem usar ferramentas baseadas em IA de forma privada para compreender, depurar e revisar código do OpenJDK, desde que o material gerado por esses sistemas não seja incluído nas contribuições. A posição cria uma separação entre o uso da IA como apoio ao trabalho técnico e a aceitação de conteúdo produzido por esses modelos dentro da governança de um projeto aberto e amplamente adotado.


