- Geração Z abraça relacionamentos com inteligência artificial
- IAs oferecem suporte emocional seguro e personalizado
- Especialistas alertam sobre riscos de validação fechada
Uma pesquisa realizada em abril de 2025 pela empresa Joi AI revelou um dado surpreendente. Cerca de 80% dos jovens da Geração Z afirmaram que aceitariam se casar com uma inteligência artificial.
Além disso, 83% desses entrevistados acreditam ser possível estabelecer um vínculo afetivo intenso com sistemas de IA, reforçando a tendência de conexões digitais profundas.
Relações com IA ganham força entre jovens
A Joi AI lidera o movimento das chamadas “AI-lationships“, relações emocionais entre humanos e inteligências artificiais. Segundo a empresa, essas conexões oferecem suporte emocional personalizado, diferente das interações tradicionais.
Especialistas em saúde mental, destacam que muitos jovens preferem se relacionar com IAs para evitar o medo do julgamento e a ansiedade social, comuns nas relações humanas.
Um estudo conduzido por neuropsicólogos reforça essa visão. Pesquisadores concluíram que o aspecto não crítico e seguro das interações com IA torna essas conexões ainda mais atrativas para quem sofre com inseguranças sociais.
Benefícios e riscos das conexões com IA
Apesar do avanço das relações com inteligências artificiais, especialistas alertam sobre possíveis riscos. A interação com IAs pode gerar um ciclo fechado de validação, sem exposição a novas perspectivas ou informações externas.
Além disso, existe o perigo de as inteligências artificiais receberem dados incorretos ou manipulados, o que pode levar à disseminação de desinformação e a impactos negativos na vida emocional dos usuários.
Por outro lado, profissionais de saúde mental reconhecem que as IAs podem ser ferramentas úteis para reduzir sentimentos de solidão, especialmente entre pessoas isoladas, idosos ou indivíduos com dificuldades de socialização.
A pesquisa da Joi AI confirma uma tendência global, a tecnologia ocupa cada vez mais espaço nas relações humanas, transformando não apenas como as pessoas se comunicam, mas também como constroem vínculos afetivos profundos.
