- Google removeu do YouTube mais de 7,7 mil canais ligados à China.
- Rússia teve dois mil canais removidos no YouTube
- Ações fazem parte da luta contra campanhas de desinformação.
O Google removeu quase 11 mil canais do YouTube e outras contas associadas a campanhas de propaganda ligadas a governos como China, Rússia, Irã e Turquia.
A empresa anunciou a medida nesta semana, como parte do relatório do segundo trimestre de 2025, elaborado pelo Threat Analysis Group (TAG).
A ação mais significativa envolveu 7.704 canais ligados à China, que promoviam narrativas favoráveis à República Popular da China e ao presidente Xi Jinping. Os conteúdos, produzidos em chinês e inglês, também abordavam relações exteriores dos EUA sob uma ótica pró-governo chinês.
Por outro lado, outros 2.025 canais tinham conexões com a Rússia. As mensagens exaltavam o Kremlin, criticavam a Ucrânia, a OTAN e o Ocidente em diferentes idiomas. Antes disso, em maio, o Google baniu 20 canais do YouTube, quatro contas de anúncios e um blog do Blogger conectados à RT, emissora estatal russa.
Google também excluiu contas de alguns outros
O relatório destacou a atuação de campanhas estatais de desinformação oriundas de Azerbaijão, Irã, Turquia, Israel, Romênia e Gana. A maioria tinha como alvo rivais políticos e envolvia temas sensíveis, como a guerra entre Israel e Palestina.
O Google informa que este tipo de ação é um esforço contínuo do empresa para manter a integridade da informação nas plataformas. Em 2024, por exemplo, o YouTube já havia bloqueado canais da RT após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Além disso, o Google também desativou contas de adSense na Rússia, impedindo que produtores de conteúdo no país obtenham renda com a ferramenta.
Somente no primeiro trimestre de 2025, o Google removeu mais de 23 mil contas. A Meta seguiu o mesmo caminho e informou na última semana ter excluído 10 milhões de perfis falsos que imitavam criadores de conteúdo populares como parte da luta contra spam e manipulação digital.
Resta saber se as Big Techs estão também dispostas a remover conteúdo enganoso que tenha se originado nos demais países, como Brasil, por exemplo.
