O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou três cidadãos russos e duas empresas de participação em um esquema internacional de crimes cibernéticos ligado a US$ 62 milhões, segundo a acusação. De acordo com o órgão, o caso envolve provedores de hospedagem chamados de “à prova de bala”, estrutura usada para sustentar operações ilegais online ao oferecer serviços que dificultam a interrupção de atividades criminosas.
Segundo o indiciamento, as empresas e os acusados teriam facilitado ataques e obtido lucro com vítimas de crimes cibernéticos. Esse tipo de hospedagem costuma ser associado a operações que buscam manter sites, servidores e infraestrutura ativa mesmo diante de denúncias ou tentativas de derrubada, o que amplia o alcance e a continuidade de ações maliciosas na internet.
O caso reforça a pressão das autoridades dos EUA sobre redes de apoio técnico usadas em ataques digitais com impacto internacional. Ao mirar não apenas os responsáveis diretos, mas também a infraestrutura que sustenta essas operações, a acusação indica um esforço para atingir a base de funcionamento de esquemas cibernéticos que, segundo o Departamento de Justiça, causaram prejuízos milionários.


