Acordo de US$ 3,7 bilhões enfrentou resistência da autoridade britânica, que exigiu a venda de parte do negócio editorial da Shutterstock.
A Getty Images decidiu encerrar o acordo de fusão com a Shutterstock depois que o regulador de concorrência do Reino Unido impôs condições consideradas incompatíveis com a operação. O negócio, avaliado em US$ 3,7 bilhões, havia sido anunciado como uma forma de unir dois dos maiores acervos de imagens comerciais do mundo em um momento de pressão crescente causada por geradores de imagem com inteligência artificial.
A autoridade britânica exigiu que a Shutterstock vendesse sua operação editorial global, incluindo agências ligadas a conteúdo de celebridades e fotojornalismo. A Getty afirmou em documento regulatório que não era obrigada a aceitar essas condições. O acordo já havia recebido aval antitruste sem restrições nos Estados Unidos, mas a exigência no Reino Unido mudou o cenário para as empresas.
Com a decisão, a união entre Getty e Shutterstock fica praticamente encerrada, salvo uma mudança relevante nas condições impostas pelo regulador. O caso mostra como órgãos de concorrência continuam influenciando grandes transações de tecnologia e mídia, especialmente em mercados nos quais conteúdo licenciado, bancos de imagem e ferramentas de IA disputam espaço com velocidade crescente.


