- Intel e TSMC unem forças e impulsionam chips nos EUA.
- Parceria estratégica pode salvar a Intel e modernizar produção.
- Acordo reforça guerra tecnológica entre EUA e China.
Em um movimento que pode redefinir a indústria de semicondutores, a Intel e a TSMC firmaram um acordo preliminar para criar uma joint venture nos Estados Unidos. A nova empresa vai operar fábricas da Intel em solo americano, combinando o conhecimento técnico das duas gigantes.
A TSMC, maior fabricante mundial de chips sob contrato, assumirá 20% de participação na joint venture. A Intel e outras empresas de semicondutores dos EUA manterão a maioria acionária, garantindo controle local sobre a produção estratégica.
Esse acordo surge após pressões diretas da administração Trump, que exige maior independência dos EUA em setores-chave. O governo tem incentivado parcerias para fortalecer a produção doméstica de chips, essencial diante da crescente rivalidade com a China.
A Intel vive uma fase difícil. Em 2024, registrou um prejuízo líquido de US$ 18,8 bilhões, o primeiro desde 1986. Além disso, enfrenta dificuldades para competir com rivais na fabricação de chips para terceiros.

Intel e TSMC unidas
Como parte do acordo, a TSMC compartilhará tecnologias de fabricação com a Intel e treinará parte de seus funcionários. Apesar disso, executivos da Intel temem demissões em massa, caso a eficiência da nova gestão leve a cortes de pessoal.
O mercado reagiu bem. As ações da Intel subiram até 8,7% após o anúncio da joint venture, demonstrando confiança dos investidores na mudança estratégica.
Essa iniciativa marca um novo capítulo sob a liderança de Lip-Bu Tan, que assumiu como CEO da Intel no mês passado. O executivo chegou com a missão de reverter os prejuízos e modernizar a empresa, e já demonstra um estilo mais ousado.
Para muitos analistas, a aliança pode ajudar os EUA a reduzir sua dependência da Ásia na cadeia global de chips. Além disso, fortalece a posição da Intel em meio à guerra tecnológica com a China, que inclui restrições, tarifas e disputas por patentes.
Dessa forma, se for bem-sucedida, a parceria pode recolocar a Intel no topo da indústria de semicondutores e consolidar os Estados Unidos como potência na produção avançada de chips. O desafio, no entanto, será equilibrar tecnologia, empregos e interesses geopolíticos em um cenário cada vez mais competitivo.