Ucrânia usa drones ‘nave-mãe’, que liberam outros drones para atacar

Por Luciano Rodrigues
Imagem: Dall-E
  • Drones nave-mãe lançam ataques surpresa.
  • Espingardas em drones caçam inimigos aéreos.
  • Lançadores de granadas autônomos entram em produção.

A Ucrânia está reescrevendo as regras da guerra com drones. Enquanto a Rússia avança com números, os ucranianos contam com inovações com autônomos “nave-mãe”, que lançam ataques surpresa contra inimigos.

Em um vídeo recente, uma “nave-mãe” se posiciona acima e atrás de um drone russo, e então lança um pequeno quadricóptero que corre em direção ao equipamento russo e explode. Fragmentos de ambos os drones flutuam para baixo enquanto a nave-mãe filma a ação.

Além das naves-mãe, drones equipados com espingardas duplas viralizaram. As armas, acopladas a quadricópteros, disparam com precisão contra alvos aéreos e terrestres. Vídeos mostram três drones russos abatidos em sequência.

Enquanto isso, no solo, o Burya — drone terrestre com lançador de granadas — já está em ação.

Ele carrega 64 granadas e usa giroscópios para mirar a 100 metros. A fabricante do “brinquedo militar”, a empresa ucraniana Frontline, revelou planos para aprimoramento:

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Estamos planejando combinar o sistema de mira da torre com dados de UAVs de reconhecimento para transmitir coordenadas para o alvo em modo ao vivo.

Outros drones são usados em estratégias, mesmo que não sejam armas

Os drones ucranianos se tornaram uma estratégia forte na guerra, mas nem todos atacam.

O Pliushch, por exemplo, levanta um mastro de rádio de 10 metros para ampliar comunicações ou bloquear sinais inimigos. Já alguns modelos com garras magnéticas roubam equipamentos russos, como em um vídeo que lembra máquinas de fliperama.

Para driblar a guerra eletrônica, que se mostrou outro grande desafio, a Ucrânia testa drones com cabos de fibra ótica. Eles desenrolam fios ultrafinos durante o voo, evitando interferências.

Como resposta, a Rússia tem usado radares de curto alcance e autônomos caçadores para combater os equipamentos de fibra ótica.

Em dezembro, a brigada Khartia, da Guarda Nacional Ucraniana, atacou posições russas usando uma mistura de drones terrestres de metralhadora, além de outros para ataque aéreo e também de colocação/limpeza de minas.

Como resultado, centenas de empresas e organizações na Ucrânia estão construindo de tudo, desde pequenos drones de ataque aéreo, até enormes lançadores de minas rastejantes e equipados com metralhadoras.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A tendência é clara: mais máquinas, menos humanos.

Isso pode ser parte importante do contexto da guerra que se desenvolve na região desde fevereiro de 2022, ou seja, está prestes a completar três anos. Neste período, a força militar da Rússia, considerada muito superior, tem enfrentando desafios para superar e conquistar a Ucrânia, que segue resistindo.

Compartilhe:
Siga:
Jornalista, assessor de comunicação, escritor e comunicador, com MBA em jornalismo digital e 12 anos de experiência, tendo passado também por alguns veículos no setor tech.
Sair da versão mobile