No entanto, um dia depois da saída da Terra, ao chegarem na ISS, a missão foi estendida pela agência espacial americana. O motivo é um dos mais surreais: a cápsula apresentou falhas em seu propulsor e, ainda, vazamento de hélio.
Por conta disso, a missão dos astronautas encalhados, Butch Wilmore e Suni Williams, se estendeu, sobretudo por ser um retorno muito perigoso e, ainda, com potencial risco às suas vidas, de acordo com comunicado da NASA.
E a jornada dos astronautas presos no espaço ainda está longe de acabar, pois o “resgate” ainda poderá demorar mais dois longos meses, podendo acabar apenas em fevereiro do próximo ano.
Não é a primeira vez que astronautas ficam presos na ISS
Em 2023 Frank Rubio, um astronauta americano, pegaria uma carona de retorno para a Terra com dois cosmonautas* russos, Sergey Prokopyev e Dmitri Petelin.
No entanto, problemas no sistema de resfriamento da cápsula Soyuz MS-22, que levou Rubio à ISS, adiaram seu retorno por mais seis meses — período padrão de permanência de cada equipe a bordo.
Enquanto a Roscosmos – a Corporação de Atividades Espaciais da Rússia – tentava resolver a situação da cápsula que levaria uma nova tripulação para substituir seus cosmonautas, Rubio teve de esperar pacientemente.
A missão de Rubio, estendida por 371 dias, fez dele o homem a ficar mais tempo no espaço. No entanto, o tempo a bordo da ISS não foi totalmente feliz. Rubio destacou que perder eventos importantes com a família ou, simplesmente, desfrutar da vida na Terra proporcionou danos psicológicos e físicos.
* Cosmonauta é a forma que a União Soviética se referia aos seus viajantes espaciais. Os russos denominaram Yuri Gagarin como o primeiro humano a fazer uma viagem espacial. Outros países também adotam formas específicas de denominar seus viajantes, como a China, que os chama de Taikonautas.
