Cientistas anunciaram a existência de um vulcão gigante em Marte, após cinco décadas de exploração. Embora estivesse bem próximo a uma geleira enterrada já conhecida por astrônomos, a confirmação da formação ainda era um desafio a cientistas de todo o mundo.
No entanto, graças às imagens capturadas por uma espaçonave revelaram informações preciosas sobre o vulcão gigante em Marte: conta com mais de 9 mil metros e sua área pode chegar a quase 450 km.
Mas como algo tão grande nunca foi observado? A resposta é bem mais complexa do que parece ser. Ele esteve encoberto sob camadas concentradas de erosão, em uma das regiões para a qual mais olhamos até hoje em Marte.
Um vulcão gigante em Marte ao lado de uma geleira nos revela muito sobre a formação geológica do planeta

A descoberta de um vulcão gigante em Marte tão próximo a uma geleira revela que, ao contrário do que se pensa em relação à antítese, o planeta viveu um longo período de intensa atividade vulcânica, criando uma interação única entre água e gelo. Hoje, inclusive, se sabe que é a geleira aquilo que dá suporte para o vulcão.
Não se sabe se essa interação tão única deve durar muito tempo, no entanto. Isso porque não é possível estimar qual foi a última erupção do vulcão e nem mesmo se ele ainda tem capacidade de entrar em erupção.
Mesmo assim a descoberta lança um olhar único para o passado do planeta, além de apontar locais importantes para novas missões robóticas. Com essa combinação tão peculiar entre fogo e gelo, podemos, também, logo ter notícias mais interessantes sobre vida extraterrestre, inclusive.
Mesmo que seja ela bem diferente do que se espera – e, apenas, vírus ou bactérias que até então são para nós desconhecidos.