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Ciência

Brigar faz bem: cientistas revelam que a harmoniza leva ao caos

Por Cássio Gusson
Última Atualização: 09/11/2024
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Harmonia leva ao caos
Harmonia leva ao caos. Foto: Dall-e
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Um estudo recente publicado no PNAS Nexus desafia a noção tradicional de que a cooperação entre espécies sempre traz benefícios mútuos. Liderada por matemáticos evolucionários da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, e da Rede de Pesquisa Húngara, a pesquisa revelou que, paradoxalmente, melhorar as condições para a cooperação pode levar ao colapso desse comportamento.

O comportamento cooperativo entre espécies sempre intrigou os cientistas. Charles Darwin, o pai da teoria da evolução, ficou perplexo ao observar que a cooperação aparentemente contraria o princípio da seleção natural, que favorece os mais aptos e egoístas.

No entanto, ao longo das últimas décadas, o uso da teoria dos jogos permitiu que matemáticos evolucionários entendessem melhor por que a cooperação persiste, mesmo quando a lógica evolutiva favoreceria os “trapaceiros” egoístas.

Tradicionalmente, a cooperação floresce quando os custos são baixos ou os benefícios são altos. Quando o custo se torna excessivo, a cooperação tende a desaparecer. No entanto, essa nova pesquisa adiciona uma camada de complexidade a essa compreensão.

Harmoniza leva ao caos

O estudo utilizou modelos computacionais e a teoria dos jogos para simular as interações entre duas espécies em diferentes cenários de cooperação. De acordo com o Dr. Christoph Hauert, matemático da Universidade da Colúmbia Britânica, à medida que as condições para a cooperação foram melhoradas no modelo, observou-se um aumento inicial nas interações cooperativas, como esperado.

No entanto, quando a frequência de cooperação atingiu cerca de 50%, ocorreu uma cisão inesperada: uma espécie começou a acumular mais cooperadores enquanto a outra apresentava um declínio, levando à quebra da simetria entre as espécies.

Essa “quebra de simetria” na cooperação, conforme explica o Dr. György Szabó, da Rede de Pesquisa Húngara, tem paralelos intrigantes com transições de fase em materiais magnéticos, um fenômeno conhecido na física estatística. Essa descoberta não apenas ilumina as complexidades da cooperação, mas também levanta questões sobre como mudanças drásticas de comportamento podem afetar sistemas vivos complexos.

A pesquisa sugere que a cooperação, em vez de ser um caminho linear para a harmonia, pode esconder armadilhas que levam ao caos. Em situações onde a cooperação deveria prosperar, pode ocorrer o contrário, com consequências inesperadas para as espécies envolvidas.

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Jornalista especializado em tecnologia, com atuação de mais de 10 anos no setor tech público e privado, tendo realizado a cobertura de diversos eventos, premiações a anúncios.

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