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Saúde

Cientistas desenvolvem ‘Band-Aid’ para curar neurônios machucados

Por Cássio Gusson
Última Atualização: 06/11/2024
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Band-Aid para neurônios
Imagem: Dall-e
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Pesquisadores do MIT acabam de anunciar um avanço que promete revolucionar o tratamento de lesões neuronais. Inspirados nos dispositivos vestíveis como smartwatches, que monitoram o corpo, eles criaram um “Band-Aid” especial para células cerebrais, capaz de regenerar e proteger neurônios machucados.

Este desenvolvimento se apresenta como uma solução inovadora para doenças neurológicas como a esclerose múltipla, abrindo caminho para o tratamento de lesões cerebrais através de dispositivos minúsculos e altamente tecnológicos.

Esse “Band-Aid” neural não se trata de um curativo comum, mas sim de um dispositivo subcelular, feito de um polímero suave chamado azobenzeno. Esse material se enrola delicadamente em torno de partes específicas dos neurônios, como axônios e dendritos, sem causar danos.

Para realizar essa proeza, os cientistas utilizam um processo especial: ao iluminar o dispositivo com luz, ele reage, enrolando-se de forma controlada em torno das células, promovendo uma interação suave e precisa.

Essa tecnologia inovadora permite que os pesquisadores envolvam componentes celulares delicados, essenciais para a comunicação entre os neurônios e outras partes do corpo. Dessa forma, o “Band-Aid” ajuda a restaurar a funcionalidade neuronal em regiões que sofreram danos, potencialmente revertendo o processo degenerativo de doenças como a esclerose múltipla.

Band-aid para neurônios machucados
Imagem: Pablo Penso, © Marta Airaghi

Band-Aid para neurônios

Os benefícios deste dispositivo não se limitam apenas à regeneração dos neurônios. Além de ajudar na recuperação de lesões, o “Band-Aid” desenvolvido pelo MIT também permite que os cientistas estudem as funções cerebrais com uma precisão inédita. Com essa tecnologia, será possível monitorar a atividade elétrica e metabólica dos neurônios diretamente, sem a necessidade de implantes invasivos.

Outro ponto importante é que, por ser uma estrutura livre de bateria e controlada por luz, o “Band-Aid” é menos invasivo e permite a utilização em larga escala. Segundo os pesquisadores, milhares desses dispositivos poderiam ser injetados no corpo e ativados de maneira não invasiva, usando luz. Isso facilitaria o monitoramento e o tratamento de áreas complexas e extensas do cérebro, sem causar impacto negativo nos tecidos.

A criação desse “Band-Aid” para neurônios abre possibilidades inovadoras na área de neuromedicina. Em experimentos, os cientistas observaram que o dispositivo, ao envolver axônios que conduzem impulsos elétricos, age como uma camada isolante, similar à mielina, cuja falta está associada a doenças neurodegenerativas.

Em casos como a esclerose múltipla, onde ocorre a perda dessa camada natural de isolamento, o “Band-Aid” sintético pode atuar como uma barreira protetora, facilitando a comunicação entre os neurônios e diminuindo a progressão dos sintomas.

Para o futuro, os pesquisadores planejam integrar novos elementos ao dispositivo, como moléculas específicas que visam regiões celulares particulares, otimizando ainda mais sua eficácia. Além disso, outros materiais optoelétricos podem ser adicionados ao dispositivo para estimular células nervosas de forma controlada, potencializando seu uso no tratamento de doenças cerebrais.

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Sobre:Band-Aidciênciasaúde
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Cássio Gusson
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Jornalista especializado em tecnologia, com atuação de mais de 10 anos no setor tech público e privado, tendo realizado a cobertura de diversos eventos, premiações a anúncios.

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