- Emagrecer: CagriSema supera Ozempic com até 30% de perda de peso.
- Amycretin traz praticidade com pílula diária para emagrecimento.
- Novo Nordisk domina e amplia liderança global em obesidade.
A gigante farmacêutica Novo Nordisk revelou, neste final de semana, três novos medicamentos experimentais para emagrecimento, incluindo um na versão oral. O anúncio agitou o mercado e reforçou o domínio da fabricante do Ozempic e Wegovy, que agora mira um público ainda mais amplo.
O mercado de remédios para perda de peso cresce em ritmo acelerado. Só em 2024, a empresa já faturou mais de US$ 10 bilhões, metade do lucro total de DKK 65,1 bilhões. No entanto, a concorrência aperta, principalmente com a entrada da farmacêutica chinesa Sciwind.
O destaque dos lançamentos fica por conta do CagriSema, uma combinação poderosa de semaglutida com um análogo de amilina chamado cagrilintida. Este novo composto atinge dois receptores diferentes, aumentando significativamente a sensação de saciedade e controlando o apetite de forma muito mais eficiente.
Os resultados do ensaio clínico REDEFINE 1 impressionam. Em 68 semanas, mais de 3.400 participantes perderam, em média, 20,4% do peso corporal. Além disso, quase 20% dos pacientes reduziram 30% ou mais do peso total.
Ozempic e novos remédios para emagrecer

Comparado ao Ozempic, o CagriSema apresenta melhores resultados na queima de gordura, preservando mais massa muscular. Os efeitos colaterais, como náusea, constipação e vômito, foram classificados como leves e transitórios, levando apenas 6% dos participantes a abandonarem o tratamento.
Se aprovado, o CagriSema será um medicamento de aplicação semanal e deve chegar ao mercado em 2026.
O segundo anúncio é o Amycretin, uma solução que combina a ativação dos mesmos receptores de amilina e GLP-1, porém em um único composto químico. Esse medicamento chega em duas versões: injeção semanal e, pela primeira vez, comprimido diário.
Nos testes de 36 semanas, pacientes que tomaram 20 mg por semana perderam 13,1% do peso. Aqueles que receberam doses maiores, de até 60 mg, chegaram a perder impressionantes 24,3%, embora esse grupo estivesse focado na análise de segurança.
Outro teste, realizado com a versão oral, mostrou que participantes perderam até 5,3% do peso em apenas 12 semanas, mesmo com doses mais baixas. Apesar de menos eficaz que os injetáveis, o comprimido oferece vantagens claras, como praticidade, armazenamento simples e adesão maior para quem não é obeso, mas quer emagrecer.
Martin Holst Lange, vice-presidente da Novo Nordisk, reforçou: “Estamos comprometidos em ampliar as opções para pacientes e profissionais de saúde. Esses avanços mostram nosso foco em inovação e ciência”.
