- Remédio para emagrecer: Tirzepatida reduz apetite sem esforço consciente.
- Remédio corta 72% das calorias ingeridas.
- Ação cerebral explica eficácia no controle da fome.
Pesquisadores do centro Pennington Biomedical revelaram um avanço significativo no combate à obesidade. Um novo medicamento, chamado tirzepatida, demonstrou a capacidade de reduzir em até 72% a ingestão calórica dos pacientes, sem que eles precisassem fazer esforços conscientes para controlar o apetite ou seguir uma dieta rígida.
Durante seis semanas, os cientistas acompanharam voluntários que tomaram tirzepatida. Já na terceira semana de uso, os participantes começaram a comer muito menos, mesmo sem perceberem mudanças em sua força de vontade ou disciplina alimentar. A redução das calorias ocorreu de maneira automática, apontando para uma ação direta do medicamento no controle da fome.
Segundo o Dr. Corby Martin, responsável pelo Laboratório de Comportamento Alimentar do Pennington Biomedical, esse resultado é inédito. “As pessoas perderam peso e comeram muito menos sem esforço consciente. Isso é algo novo e animador no campo dos tratamentos para obesidade”, explicou o pesquisador.

Novo estudo de remédio para emagrecer
Assim, o estudo foi publicado na revista científica Nature Medicine e comparou os efeitos da tirzepatida com os de outros medicamentos usados para controle de peso, como o liraglutida. Em todos os parâmetros avaliados, a tirzepatida mostrou resultados superiores, tanto na perda de peso quanto na redução da fome e no controle das vontades alimentares.
Para entender melhor como o medicamento atua no corpo, os cientistas fizeram exames de ressonância magnética funcional (fMRI) nos participantes. Desse modo, durante os testes, os voluntários observavam imagens de alimentos altamente calóricos, como sorvetes e bolos. Nos que usaram a tirzepatida, as regiões cerebrais associadas ao desejo e à recompensa mostraram menos atividade do que nos outros grupos.
O Dr. Owen Carmichael, diretor do Centro de Imagens Biomédicas do Pennington, acredita que esse efeito cerebral pode explicar o sucesso do tratamento. “A tirzepatida parece alterar o funcionamento do cérebro em áreas ligadas ao apetite, mais do que outros medicamentos semelhantes. Isso pode ser a chave para sua maior eficácia”, afirmou.
Desse modo, o diferencial da tirzepatida está em seu mecanismo duplo de ação. Assim, ela atua nos receptores GLP-1 e GIP, dois hormônios essenciais no controle do apetite e da glicose. Enquanto outros remédios, como o semaglutida, ativam apenas o GLP-1, a tirzepatida estimula também o GIP, algo ainda inexplorado por outros medicamentos no mercado.
De acordo com o Dr. John Kirwan, diretor executivo do Pennington Biomedical, os resultados sinalizam um novo momento na medicina. “Estamos em um ponto de virada nos tratamentos para obesidade e diabetes. Essa descoberta mostra que é possível controlar a alimentação de forma mais natural, com menos esforço e mais resultado”, declarou.
