Tecnologia baseada em folhas nanométricas de óxido de zinco dopado com gálio promete capturar cores de forma diferente dos filtros Bayer usados hoje.
Uma nova abordagem com nanosheets pode abrir caminho para câmeras de smartphone mais finas e com melhor captura de cores. A tecnologia usa folhas nanométricas de óxido de zinco dopado com gálio, empilhadas para funcionar como um filtro de cor avançado no sensor de imagem.
Nos sensores atuais, filtros Bayer separam a luz em padrões de vermelho, verde e azul, e cada pixel depende de informações de pixels vizinhos para reconstruir a cor final. A proposta dos nanosheets é permitir que um mesmo ponto do sensor detecte diferentes cores em camadas, o que poderia reduzir a necessidade de filtros tradicionais e liberar espaço dentro do módulo de câmera.
Se avançar além da fase de pesquisa, a solução pode impactar dois pontos importantes dos celulares: qualidade de imagem e design. Módulos menores ajudariam a reduzir o calombo das câmeras ou abrir espaço para componentes como bateria e estabilização, mas ainda será preciso acompanhar testes, escala de fabricação e adoção pela indústria antes de esperar a tecnologia em produtos comerciais.


